sábado, junho 25, 2011

acredito que quando a gente é feliz por um tempo precisamos ser tristes um tempo depois. é o resultado de tanta felicidade. Talvez a situação nem seja tão ruim assim, mas como passamos por ótimos momentos num passado breve, nos sentimos assim.

terça-feira, junho 21, 2011


e a gente vai levando e o tempo vai passando. ambos de nós sabemos que não existe mais nada entre nós e que já passou a algum tempo sem percebermos, simplesmente criamos aquele vazio, aquele nada. Continuamos a levar essa dor sabendo que é só isso que carregamos, porque o resto já se foi. E pra que carregar o nada nas costas? Ele pesa mais do que qualquer coisa, sem que você o perceba presente, ele estará lá.

sexta-feira, junho 17, 2011

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o que vem rápido, vai embora com a mesma velocidade...

quarta-feira, junho 15, 2011

saudade

O lado bom disso tudo ainda é, que sei que existem pessoas que me amam, mesmo longe. E que eu tive momentos inesquecíveis com elas e surpreendentes que alguém jamais um dia terá igual. Que eu tenho uma caminha, uma amizade disponível em vários países ou estados diferentes e um sentimento chamado saudade.

segunda-feira, junho 13, 2011

perfeição não existe

não estou aqui para ser melhor ou pior do que alguém, muito menos me igualar a um ser qualquer existente nesse planeta mediocre.

segunda-feira, junho 06, 2011

contos para ninguém ler


O senhor chega, abre as portas para mais um dia de movimento no pub vermelho, aquele bonito da esquina onde todos gostariam de estar. Senhor, ele já passa da idade jovial, onde tinha mais esperança e conforto no corpo de tantas outras pessoas que ele conheceu ao longo da vida. A primeira vista, ele resolve não dar bom-dia aos funcionários que haviam chegado depois de alguns segundos. Ele nunca se atrasou, nem mesmo nesse dia. Ele desce, conta o dinheiro, reorganiza as bebidas, copos quebrados, carpetes manchados, corpos cansados, sem cheiro, sem vida. “Hoje o dia vai ser brabo”, pensa ele. Mas não deixa de escovar os cabelos e passar sua côlonia diária.
Atende os clientes, tantas almas solitárias que entram, bebem e se vão. E ele nem se quer soube o nome de cada um deles, nunca saberá o que pensaria aquele homem de barba por fazer, óculos fundo de garrafa redondo, cabelos um-pouco-mais-branco-que-o-normal, que tanta coisa deve ter para contar, quem sabe um amor novo? Nunca é tarde para amar, como dizem os filósofos, não? Tanta amargura, desamor, falta de confiança, a gente não pode mais viver do jeito que quer, os outros sempre estão lá, eles estão eu posso vê-los. Prefiro ficar sozinho, sem cliente, sem amor, sem amigos. “Deseja mais alguma coisa, senhor?”. Tudo não passa de prática, quanto mais ele falar com as pessoas, mais ele pode se envolver, de repente.
Pra quem já cansou de esperar pelo seu amor, pra quem correu a estúpida aventura de esperar, esperar pelo seu amor, não lhe resta mais nada. Ele nem se quer se machuca mais, nem isso ele é capaz de sentir. A vida passou rápido demais e lhe deixou a solidão de presente. Já não consegue se desfazer dela, está aprendendo a lidar com ela, tentar ser, de algum modo, feliz com ela.
Final de expediente. O que lhe restou? O pub vazio, alguns copos quebrados, carpetes manchados, corpos cansados, sem cheiro, sem vida. Uma funcionária limpando. 22 anos, cabelos curtos, morenos, olhos cor sem-graça-marrom-escuro, traços de tantas decepções em tão poucos anos de vida. “Senta aqui, toma uma cerveja comigo.”, diz o gerente. Ele já não sabe mais com quem conversar, com quem desabafar a estranha sensação de chegar meia idade com o nada em mãos. E tanto ele desejou, tanto ele sonhou. Já não pensa mais, são sonhos que vão se apagando com a idade, coisas que a gente já não deve mais sentir, já é tarde demais. Ele é fraco, ele não quer seguir em frente, mudar seria algo totalmente impróprio. Ele é sozinho, e queria contar à alguém que hoje era seu aniversário e tomar uma cerveja para comemorar. E ele o fez.

quinta-feira, junho 02, 2011

aqui lá

Assisti aquele filme "A Grande Isca" no HBO Family ontem à noite, que relata a volta de Peter Pan à Ilha do Nunca, quando ele já tem filhos e já está consideravelmente mais velho. No momento em que ele relembra da ilha e de tudo o que ele passou lá, eu comecei a me identificar.
Sei que ele pensou que aquilo tudo deveria ter sido um sonho, que parecia impossível a hipótese de algo daquilo ter sido verdade algum dia. é nisso que eu me pego pensando tantas vezes.
Não parece real tudo o que eu vivi em 2010. Apesar dos momentos ruins, eu não pude acreditar que todas as minhas metas foram cumpridas. Tudo aquilo que antes, parecia tão impossível de acontecer.
Não sei, de repente porque lá eu tinha mais pensamentos positivos e menos pessoas falsas ao meu redor? Ser obrigada a conviver com pessoas que eu não gostaria de conviver.

Aqui eu sonho. Lá, eu os realizo.